Se você é viciado em livros e andou antenado nas redes sociais esse mês, com certeza ficou sabendo da Bienal do Livro do Rio de Janeiro, que ocorreu dos dias 3 a 13 de setembro, no Riocentro. Eu tive a oportunidade de ir lá em dois dias, e posso afirmar que valeu a pena.
Para quem não sabe o que é a Bienal do Livro, vou explicar rapidamente. É um evento que acontece todo ano, nos anos ímpares em São Paulo e nos anos pares no Rio, que reúne leitores de todo o país. Lá você encontra muitos livros em promoção e muitos autores também, que aproveitam esse grande evento para lançar novos livros e se encontrarem com seus fãs.
Muitas pessoas visitam a bienal para se encontrar com seus escritores favoritos, como já disse, enfrentando longas filas e esperando muito para ganhar um autógrafo e trocar duas palavrinhas com aquela pessoa que escreveu aquele livro MARAVILHOSO que você não empresta para ninguém e já leu inúmeras vezes. Mas eu garanto que você não vai se arrepender se for.
Fui na bienal nos dias 11 e 12 e consegui encontrar todos os autores que queria, e eram muitos! Bruna Vieira, Paula Pimenta, Sophie Kinsella, Patrícia Barboza e Colleen Houck foram as autoras que eu vi. Demorou? Foi cansativo? Sim, mas eu não trocaria essa experiência por nada.
Vou resumir um pouco de como foram meus dias na bienal.
11/09:
Após pegar um avião, enfrentar o trânsito carioca, passar por uma confusão para entrar no Riocentro (onde foi a bienal) e comprar ingresso, consegui entrar. A primeira visão da bienal a gente nunca esquece, estandes lotados de livros e muita gente carregando pesadas sacolas e esperando em filas, de vez em quando uma gritaria quando um autor chega. Você querendo entender tudo, saber para o que é cada fila, conhecer cada autor, para aproveitar ao máximo.
Fui correndo para a central de distribuição de senhas para ver se ainda tinha alguma senha disponível para o bate papo e sessão de autógrafos (lançamento de Quando Tudo Começou- Bruna Vieira em quadrinhos) e, por sorte, consegui. Em seguida, assisti ao bate-papo, peguei meu autógrafo e fui explorar a bienal.
Comprei todos os livros que queria e fui embora, desejando poder dormir lá dentro...
12/09:
O grande dia. Saí às sete da manhã, cheguei na bienal às 8 e já vi uma longa fila na frente dos portões, cheguei cedo para pegar senha da sessão de autógrafos da Sophie Kinsella (lançamentos: Becky Bloom em Hollywood e A Procura de Aubrey). A bienal abre às 10, mas tinha gente que tinha chegado quatro horas da manhã! Esperei até abrir e, quando abriram os portões, entramos e fomos levados para uma outra fila, ainda do lado de fora, onde havia muito mais gente. Após uma meia hora, finalmente entramos de vez e fomos correndo sem parar para a central de senhas, onde conseguimos nossa senha para o evento da Sophie Kinsella.
Depois de assistir ao bate-papo e conseguir um autógrafo da Sophie, peguei a senha da Paula Pimenta e fui para a fila da Colleen Houck (lançamento: O Despertar do Príncipe), que era muito longa. Participei do bate papo da Paula (lançamento: Fazendo Meu Filme em quadrinhos 2- azar no jogo, sorte no amor?) e peguei autógrafo dela, contando com uma grande confusão na fila, devido à falta de organização da equipe de seguranças.
O bate-papo e autógrafo da Colleen foram o máximo, e com eles a bienal infelizmente chegou ao fim...
Como já disse, vale a pena ir! Ano que vem tem mais em São Paulo.

